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1228 painéis solares permitem reduzir custos com energia nas Águas do Porto


Empresa municipal prevê reduzir factura do consumo energético e reduzir as emissões de CO2 para a atmosfera.

Desde meados de Julho que 1228 painéis solares instalados na cobertura dos três reservatórios da Águas do Porto, na Rua do Barão de Nova Sintra, estão a ajudar a empresa municipal a reduzir a factura do consumo energético. A estimativa é que no primeiro ano de funcionamento a central fotovoltaica permita poupar cerca de 50% dos custos da energia activa, reduzindo as emissões de CO2 para a atmosfera em 217 toneladas por ano.

Foi em Abril do ano passado que a empresa municipal lançou um concurso para a “concepção e construção da central fotovoltaica no edifício sede das Águas do Porto”. O valor do investimento previsto era de 484 mil euros, mas segundo a informação enviada ao PÚBLICO pelo gabinete de imprensa da autarquia, o investimento total acabou por ficar-se nos “307 mil euros”. Um valor que, acrescenta a mesma fonte, deverá ser amortizado “em apenas oito anos”.

Considerado “um enorme passo na sustentabilidade económica da empresa e ambiental da cidade do Porto”, a central está, por enquanto, a funcionar apenas para autoconsumo da empresa, mas o objectivo é que o excedente da energia produzida possa ser “exportado”.

Segundo os dados avançados pelo gabinete de imprensa, a energia activa consumida pelas Águas do Porto é, actualmente de “cerca de 743,451 kWh/ano”. A estimativa é que a central fotovoltaica produza 462.396 kWh/ano, dos quais, 336.295 kWh/ano se destinam ao autoconsumo. “O restante valor energético poderá ser exportado”, lê-se na resposta escrita.

A entrada em funcionamento desta estrutura permitirá “gerar electricidade limpa e minorar a pegada ecológica, através da redução da emissão de carbono”, refere o gabinete de imprensa. “Com a construção deste parque fotovoltaico, a empresa Águas do Porto evita cerca de 217 toneladas por ano de emissões de CO2 para a atmosfera”, acrescenta.

Financeiramente, esta nova estrutura da empresa municipal deverá permitir “uma poupança anual de quase 38 mil euros na parcela de energia activa”, reduzindo para mais de metade os custos anuais que chegam quase aos 67 mil euros. “Em 25 anos, tempo de vida estimado para o parque fotovoltaico, no actual cenário de consumos, a empresa espera poupar cerca de 740 mil euros face aos custos com energia eléctrica”, explica o gabinete.

A preparar-se para receber uma nova frota automóvel eléctrica, já no próximo ano, a Águas do Porto conta com a central fotovoltaica para, também aqui, poupar na factura, exportando menos energia produzida pela central, e utilizando-a mais para o autoconsumo.

Patrícia Carvalho, Público


2018-08-14

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